Sobre a sua tristeza e a alegria disponível

Pensa comigo.

Você já parou pra pensar que grande parte de suas tristezas são bem irrelevantes?

Te juro que não é falta de empatia com teu sofrimento.

É que nós abrimos portas demais para que influências demais, expectativas demais, imposições demais entrem em nosso cotidiano sem um filtro mínimo de avaliação da circunstância e aferição do fato ou de seu protagonista.

Isto é, muita coisa e muita gente que sequer merecem, acabam tendo poder de influência sobre você e seu cotidiano.

Aí a gente fica sobrecarregado, cansado emocionalmente, de semblante tenso ou caído, sem ao menos pararmos para ver o tamanho e a legitimidade do que está nos gerando esse comportamento.

As grandes tristezas da vida virão, é certo. Uma perda irreparável, o final de um grande amor, uma doença mais complexa. Elas vêm, deixam suas marcas eternas e vão.

São essas pequenas tristezas do dia a dia que vão nos roubando o que de melhor podemos cultivar: a alegria.

Ainda não deu a hora do almoço e você já está aí abatido, exausta, com o rosto fechado, os dentes apertados sem nem saber direito o porquê.

Pergunte-se se está tudo bem, agora.

Se a resposta for não, investigue se essa tristeza tem legitimidade e se o seu autor ou autora têm importância suficiente para te deixar assim.

Faça isso agora mesmo.

E se a resposta for sim, que a leveza que te habita seja uma boa juíza de aferição do que merece ou não te afetar.

Que teu dia seja incrível.

Ainda dá tempo!

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