O novo formador de opinião

Um dos papéis que apresentam grande desserviço à nova configuração social, diretamente influenciada pelas redes, é o de “formador de opinião”.

Não que não seja importante.

Vejamos bem. Uma opinião digna de ser levada em consideração, num passado recente, era subsidiada por um arcabouço teórico significativo, sustentado por muita leitura, observação, estudo sério e experiência.

Com o advento das redes sociais, uma grande porcentagem das pessoas foi automaticamente catapultada à condição de mestre, doutor e, mais ainda, pós doutor em praticamente tudo.

É o retorno da velha formação em Filosofia, que englobava considerável experiência de vida e profundidade acadêmica, só que, hoje: SEM FORMAÇÃO NENHUMA.

Mais do que dar pena da vergonha alheia que passam, é de se assustar, como essa pretensa sabedoria virtual gera gente má, mal intencionada, belicosa, intransigente, amarga, intrometida, despreparada, só que, tudo isso, com coragem, palanque e disposição ao ridículo.

Toda crítica e constatação deveriam demandar alguma proposição.

Pois então, sinto muito.

Não a tenho.

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