VOCÊ NÃO SABE


Não saber o que fazer.

Não saber aonde ir.

Não saber o que quer.

Não saber o que decidir.

Tão assustador, quanto normal.

Se é normal, por que, então, ser tão assustador?

Porque um monte de gente (nunca todo mundo) nos diz que a gente sempre tem que saber o que fazer, aonde ir, o que querer e o que decidir. E ainda dão nomes interessantes pra essas coisas, como “assertividade”, “foco”, “target”, “budget” e outro monte de conceitos modernos pra dar conta do que os antigos não deram, até que os modernos também fiquem antigos sem dar conta do que se propuseram.

Eu sei lá.

Sou um caipira moderno, mas ainda caipira. 

Gosto desse desdém para com a modernidade universal e alheia. 

Uso as tecnologias e as aprecio. Fico impressionado em como evoluímos e, claro, me utilizo desses avanços todos disponíveis. 

Ainda assim, não sei o que fazer, aonde ir, o que decidir, nem o que querer, muitas vezes. 

E tudo bem. 🙂

Tudo bem mesmo. 

Se você também não sabe, que ótimo. Quem sabe de tudo provavelmente não aprendeu quase nada. 

Saber de tudo nos impede de nos surpreendermos com o inusitado. Quanta coisa você e eu teríamos perdido se todos os planos tivessem dado certo, se todos os desejos tivessem sido atendidos, se soubéssemos todos os caminhos. Nos descaminhos foi onde aprendemos algumas das lições mais preciosas. 

Deixando a auto-ajuda pra lá, se você tem mais perguntas do que respostas, já andou bastante neste mundo, amigo e amiga. 

“Você não sabe o quanto eu caminhei pra chegar até aqui.”

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